quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Os jovens perguntam

(Saiba +)
Os jovens perguntam tem o objetivo de oferecer pistas para o jovem desenvolver plena e evangelicamente o que está chamado por Deus a ser. Para isto, o autor se propõe a abrir caminhos e espaços de leituras, a fim de que o jovem que aspira à liberdade possa encontrar neles rumos e metas a serem alcançadas.
Os temas abordados neste livro são introduzidos por perguntas: elas são sempre portas que se abrem para um horizonte; revelam que o jovem que questiona está buscando algo em sua vida; quer ser confirmado naquilo que já conhece, ou está disposto a ir em busca de uma verdade que se encontra no profundo de seu ser.
1. a vocação daquele que está em idade de discernir seus talentos e a missão a que Deus o chama;
2. a formação de habilidades que vão do simples relacionamento pessoal ao inexplorado mundo das redes sociais;
3. a espiritualidade que comporta a vida de oração
4. a sexualidade enquanto expressão do amor e do sexo.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O grande coração de Mestra Tecla

Testemunhos de Ir. Assunta Cocchiara, Abadessa do Monastério de Santa Escolástica de Cassino, sobre a acolhida que Ir. Tecla teve no tempo que as Irmãs ficaram hospedadas na casa das Irmãs Paulinas na Itália.
 

Conta a Madre Presidente das Beneditinas, que em fevereiro de 1944, o Mosteiro foi destruído. Na mesma noite aconteceu também  a explosão em Montecassino e o nosso Monastério foi atingido. Não havia mais esperança de retorno. Depois de várias peripécias acontecidas durante a viagem, às nove da noite chegávamos à basílica de São Paulo, cansadas e famintas. O Abade Vannucci, ao ouvir as nossas aventuras ficou um perplexo, depois nos mandou para a colina Volpi, onde as Filhas de São Paulo(Irmãs Paulinas) tinham a Casa Geral. Fomos acolhidas com muita benevolência,  nos restauramos, e depois as 28 irmãs foram alojadas num grande dormitório.
Mestra Tecla leu nos nossos rostos a íntima dor de nosso coração e com a sua habitual jovialidade e maternidade nos garantiu, dizendo: Não temam, filhinhas, a nossa casa não é nossa, mas é de Deus, por isso é também de vocês. Nenhuma jamais dirá para vocês irem embora. Nem eu permitirei que andem a outros Monastérios que foram atingidos pela guerra. O Senhor nos protegerá, porque temos confiança Nele. Esta é a casa de todos, não se preocupem com nada; basta confiar no Senhor e Ele providenciará o necessário para vocês e para nós. Ele vê tudo e a sua providência não faltará.
Um dia lhe disse: Primeira Mestra, nós nos envergonhamos de comer o pão de suas filhas. Olhou-me um pouco séria, mas imediatamente um sorriso apareceu nos seus lábios e nos seus lindos olhos e me respondeu: Não diga mais assim. Nós as acolhemos com prazer. Deixemos que o Senhor faça. Coragem, Madre!
Contei tudo às minhas monjas e verdadeiramente nos sentimos encorajadas. Encontrando-a um dia no seu escritório lhe disse: Talvez tenha terminado tudo para nós, porque Cassino foi destruída e não sobrou nada de nosso Monastério e concluí: Onde iremos parar? E ela respondeu: Oh, Madre Abadessa, eu jamais direi para irem embora, mas é necessário começar a dar algum passo. Vocês vão ver que o Senhor lhes dará mais do que aquilo que perderam. Pensem na história de Jó. A Palavra de Deus é veraz, precisa ter uma grande fé.
Falou-me com tanta fé que o meu ânimo se levantou e voltei à tranquilidade.
 
 
Uma só coisa é necessária: a fé
Durante a permanência na casa das Filhas de São Paulo, avaliando a preocupação que se dava, nos sentíamos quase mortificadas, não podendo recompensar tanta generosidade. Mas Mestra Tecla, com o seu habitual sorriso, nos encorajava, dizendo: O bom Deus não nos deixará faltar o necessário, mas necessita de uma só coisa,  que se tenha fé Nele.
E as suas palavras se realizavam, porque nunca faltou o necessário, não só para as suas filhas, mas também para nós. Precisava também ajudar outros e todo sábado mandava uma pessoa com saco de víveres e de roupas para ajudar os homens refugiados, em alguma gruta.
O Senhor realmente vinha em sua ajuda de modo visível, porque, mesmo não dispondo de fundos, jamais faltavam meios às suas iniciativas. Diante das provas não se preocupava, permanecia tranquila, refugiando-se na capela.
A nós, ela dizia: Confio nas orações de vocês e  daquelas da santa Abadessa.Para fazer-nos esquecer da preocupação de estarmos distantes de nossa casa. Aconselhava as filhas a organizar ginásticas. Dizia: As Beneditinas devem ser consoladas. Façam esquecer que estão longe de casa.
No dia 18 de agosto de 1944 entramos numa nova casa alugada, na “Villetta Starace”, situada sobre uma colina próxima à casa das Filhas de São Paulo. Fomos acompanhadas por quase todas as Filhas de São Paulo, levando a imagem do Sagrado Coração, que a primeira Mestra nos tinha doado. Devendo mobiliar a casa, os nossos contatos com a Casa Generalícia continuaram ainda por um longo tempo e não podíamos entrar e sair como se fosse a nossa casa.
A primeira Mestra nos dizia com voz convicta e convincente: Certo, todo início é duro. Conheço as condições de vocês e continuarei ajudá-las. Recordo os nosso primeiros tempos, a nossa miséria e pobreza. Mas a confiança em Deus foi e será sempre nosso apoio.
Ela nos forneceu de tudo: pratos, copos, toalhas, roupas, alimentos, máquinas para lavar a roupa e costurar. Mandava uma de suas filhas com o carro para levar-nos o pão e, muitas vezes, as víamos chegar com fardos e fardinhos. Chegou até a procurar um cachorro, que nos fazia guarda; e também um porco, que depois de engordar, nos fornecia a carne para o inverno. Para nós teve a delicadeza de uma verdadeira mãe. Enviou, finalmente, uma circular às casas paulinas do exterior, na qual fazia presente as dificuldades pelas quais passávamos. Chegaram várias ofertas em dólares, que depositamos no Instituto das Obras dos Religiosos, no Vaticano. Com estes, em seguida, compramos um terreno que circunda o nosso Monastério.
A janela do escritório da Primeira Mestra era justamente de frente para Villa Starace, ainda que distante.

A Primeira Mestra muitas vezes nos dizia: Quando entro no meu escritório, o meu pensamento e o meu olhar se voltam sobre vocês, as abençoo e rezo por todas.
Passamos cerca de dez anos na Villetta Starace, sempre com um bom relacionamento com as Filhas de São Paulo. Naquele tempo tivemos a oportunidade de admirar na Primeira Mestra muitas virtudes. A primeira, entre outras, a caridade, o espírito de fé, de oração e muita, muita humildade, que era uma lição para todas. Amava. Amava Deus. E amando Deus, amava todas as pessoas. Para todas tinha uma palavra de encorajamento e de fé. Era de admirável caridade e misericórdia, em tempos nos quais dificilmente se podia fazer despesas e doações.
Deixando Roma para voltar a Cassino, Mestra Tecla veio se despedir e prometeu que viria fazer-nos uma visita. Vendo-nos comovidas e com lágrimas por termos que nos distanciar, disse: Oh! Não nos separaremos jamais, porque as nossas almas se encontrarão sempre diante de Jesus Sacramentado.
Quando o Vicariato de Roma nos permitiu aceitar alguma postulante, à primeira que vestiu o hábito beneditino, foi dado o nome de Tecla, como recordação da nossa benfeitora; Mestra Tecla estava presente à cerimônia e permaneceu um dia inteiro em nossa companhia.
 
Toda vez que me encontrava em dificuldade, recorria a ela que considerava a minha Superiora Geral, e contava as minhas misérias. Ela me olhava com os olhos comovidos e depois me dizia tantas boas e simples palavras, que me voltava a tranquilidade e me infundia esperança. Aconselhava-me a confiar, a abandonar-me à vontade do Senhor e a não duvidar da sua ajuda.
Quando morreu a nossa primeira irmã, a nossa dor, em parte, foi aliviada pela caridade afetuosa com a qual fomos circundada. A Primeira Mestra providenciou tudo para os funerais e sufrágios. Recordo que tudo foi feito com a intervenção das Filhas de São Paulo, das Pias Discípulas e dos muitos Padres Paulinos.
De retorno a Cassino, Mestra Tecla dispôs que a Madre Abadessa, paralisada, fosse acompanhada com o seu automóvel. As ajudas que nos deram foram verdadeiramente determinantes, tanto que voltamos a Cassino com dezesseis caminhões de coisas. Ela se alegrava com isso e dizia: Agora me sinto feliz porque coloquei uma outra casa em Cassino. Depois, aconteceu que uma de nossas irmãs foi internada no Hospital de Albano, justo naquele período em que a Primeira Mestra também estava lá. Tendo tomado conhecimento das beneditinas na clínica, procurou saber sobre as condições físicas e espirituais do novo Monastério. E dizia: Nesta clínica sempre haverá  um lugar para as beneditinas de Cassino.
Fonte: Site Paoline

Oração do(a) Jovem


Jesus,
Meu irmão maior e meu amigo,
Você conhece os meus sentimentos
E desejos mais secretos.


Eu sou uma jovem repeta de sonhos,
De projetos e de possibilidades.
Mas o que eu quero sinceramente
É descobrir o caminho que você sonhou para mim.


Se eu receber o convite do Pai
Para andar na vida com você
Eu confiarei ainda mais na sua graça
E na sua presença em minha vida.


Neste tempo em que me encontro
Diante de tantas estradas
E nao sei por qual seguir
Seja você o meu Mestre, meu caminho,


Minha verdade e minha vida,
E então terei coragem  de responder sim
Ao chamado que o Pai me fizer.
Amém!

Autor: M.I.C

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Ir. Maria Luiza Ricciardi - Como se visse o invisível

Neste mês em que celebramos a passagem da Primeira Mestra, Tecla Merlo, para junto do Pai Eterno, e fazemos a abertura das comemorações do Centenário de fundação das Filhas de São Paulo, queremos convidar você a ver este belo vídeo que nos mostra um pouco dessa mulhar forte e corajosa, que viveu e fez o bem, como se visse o invisível!

Abertura do Centénário de fundação das Irmãs Paulinas



A comunidade Paulina que está presente na cidade de Maringá, no norte do Paraná, teve a alegria de celebrar junto com os colaboradores, amigos, cooperadores e a comunidade local, no dia oito de fevereiro a abertura do centenário de fundação da Congregação das Filhas de São Paulo. A celebração de abertura do centenário de fundação aconteceu na Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, na habitual missa das dezoito horas.

A missa, que foi presidida pelo Arcebispo, Don Anuar Battisti, teve um tom de gratidão. Em primeiro lugar elevou-se graças a Deus que concedeu-nos, por meio do Bem-aventurado Tiago Alberione, esse carisma para o serviço da Igreja; depois a gratidão foi dirigida a Primeira Mestra, Tecla, que doou sua vida para que pudéssemos viver autenticamente a vocação a que fomos chamadas; em seguida, dirigiu-se nossa gratidão a nuvem de testemunhos de vivência da vida Paulina que nos acompanha nestes 100 anos de história; por fim, gratidão a todos que cooperam para que essa missão possa atingir o maior número de pessoas com a Palavra encarnada e encartada, o Verbo eterno, o nosso Divino Mestre, razão de nosso ser Consagradas.





Abertura das comemorações do Centenário das Irmãs Paulinas

No dia 08 de fevereiro de 2015, às 19h30, as Irmãs Paulinas da Comunidade de Porto Velho-RO celebraram na paróquia São João Bosco a missa de abertura do Centenário de sua Congregação.
 A celebração foi presidida por Dom Antônio Possamai, bispo emérito de Ji-Paraná. O mesmo destacou, em sua homilia, a vida de santidade de Ir. Tecla Merlo e sua importância para o nascimento da Congregação das Filhas de São Paulo.  
Na celebração estiveram presentes religiosas de diversas congregações, Cooperadores Paulinos, Colaboradores e amigos paroquianos.
Confira as fotos a baixo:

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Missão Paulina em Rondônia

Dos dias 31 de janeiro a 04 de fevereiro de 2015, as Irmãs Fabíola Medeiros e Regina Garreto estiveram nas cidades de Cerejeiras-RO e Colorado do Oeste-RO assessorando mais uma atapa da Escola Bíblica da Diocese de Guajará-Mirim - RO. O  encontro aconteceu no dia 01 de fevereiro em Coloroado do Oeste, com o tema "Teologia Paulina", baseadao na coleção de Teologias Bíblicas organizado pelo SAB (Serviço de Animação Bíblica). 
O evento contou com a participação de 250 lideranças de várias paróquias da referida diocese. Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer mais o perfil do apóstolo Paulo, o núcleo da Teologia Paulina e sua relevância para a Igreja nos dias de hoje, a partir de suas cartas.
Na oportunidade, as Irmãs fizeram a exposição do material paulinas e durante a semana visitaram as famílias da cidade de Cerejeiras, juntamente com a equipe missionária que naquela semana realizavam a missão.
Agradecemos a Deus por mais uma oportunidade de lançar a semente do Carisma Paulino em Rondônia e nossa profunda gratidão ao pe. Genivaldo Ubinge que nos convidou para esta missão.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Entrevista com Ir. Helena Corazza

Ao dar início as comemorações do nosso Centenário das Filhas de São Paulo (Irmãs Paulinas), os alunos do SEPAC (Serviço a Pastoral da Comunicação) realizaram esta entrevista com a Irmã Helena Corazza, que é uma Irmã Paulina, autora de vários livros na área da comunicação e que nesta entrevista nos fala, brevemente, sobre a missão das Filhas de São Paulo e a importância da Irmã Tecla Merlo nestes 100 Anos de História da Congregação. Confira!


Oração para pedir a intercessão de Mestra Tecla

Hoje celebramos os 51 anos da entrada da Primeira Mestra, Irmã Tecla Merlo, na Vida eterna! Nesta data tão especial, pedimos a sua intercessão pela abertura das comemorações de nosso Centenário! 100 Anos de História, que talvez, não tivesse sido possível sem a sua colaboração e entrega total! 


 Rezemos :
 
Trindade Santíssima,
Pai, Filho e Espírito Santo,
eu te louvo pelas maravilhas que fizeste
na vida da Venerável Irmã Tecla Merlo.


Ela seguiu Jesus Mestre
Caminho, Verdade e Vida,
dedicando-se à missão de evangelizar
por meio da comunicação social.


A exemplo do Apóstolo Paulo,
ela queria ter mil vidas
para doá-las ao Evangelho.


Jesus Mestre, concede-me fé e coragem
para imitá-la em suas virtudes,
e, por sua intercessão, peço esta graça
tão necessária para mim... (pausa para pedido)
Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

SEMANA CATEQUÉTICA

Semana Catequética da Paróquia Santo Inácio e São Judas – Arquidiocese de Belo Horizonte
As Irmãs, Iracema Leal e Roberta Carla Ferreira, participaram da Semana Catequética na Paróquia Santo Inácio e São Judas na Arquidiocese de Belo Horizonte a convite do pároco Pe. Antônio Marcos Monteiro de 26 a 30 de janeiro.
Esta semana aconteceu com o intuito de favorecer aos catequistas um maior tempo de formação e as linhas orientadoras para o aprofundamento pessoal antes de iniciarem as atividades junto às crianças e aos jovens catequizandos. Temas como o lúdico, a piscopedagogia na catequese e os documentos sobre catequese foram abordados por diversos assessores. Nos dias 29 e 30 coube às Irmãs apresentarem e dinamizarem a Coleção Paulinas “Catequese com Leitura Orante” e o tema “Mistagogia na Catequese”.
Ao Pe. Antônio Marcos e aos catequistas da Paróquia Santo Inácio e São Judas a gratidão pela acolhida e disposição de renovar e percorrer o caminho da catequese com estilo catecumenal.
Confira as fotos desta semana!
 










domingo, 1 de fevereiro de 2015

TECLA, mulher de fé


Do testemunho de pe. Carlo Dragone*
 

Sempre estimei e admirei Mestra Tecla, desde quando a conheci pouco depois de meu ingresso na Pia Sociedade São Paulo (1925). A cada encontro crescia a estima por ela ser uma pessoa prudente, capaz e virtuosa. Tive oportunidade de encontrá-la e conversar com ela mais frequentemente, a partir de 16 de junho de 1963, quando foi internada na clínica “Regina Apostolorum” como paciente.
Depois da primeira crise de sua doença havia se recuperado e podia ainda exprimir-se com relativa facilidade, mesmo se suas palavras, às vezes, fossem difíceis de serem pronunciadas.
Prestava-me conta do seu trabalho espiritual do dia, conversávamos sobre argumentos espirituais e se concluía, invariavelmente, com a confissão sacramental. Esses encontros confirmaram a minha convicção de que Mestra Tecla era uma alma verdadeiramente de Deus, a mulher sábia, forte e justa louvada pela Sagrada Escritura, rica de dons naturais e sobrenaturais. Tudo sob o discreto véu da simplicidade e da humildade.
Na doença, a fé de Mestra Tecla se manifestou em toda a sua simplicidade e grandeza. Repetia-me seguidamente: «Quanto foi bom o Senhor Jesus, em dar-me um sinal de minha morte próxima e em conceder-me este tempo de retomada para que eu possa preparar-me para o juízo e o paraíso. Ajude-me a utilizar bem este tempo de preparação, quero fazer todo o purgatório aqui, nesta terra... Desejo que a
doença sirva de purificação de mim mesma e obtenha muitas graças às irmãs, ao Primeiro Mestre, à Família Paulina, à Igreja, ao Concílio Ecumênico Vaticano II».
 
 
Seguidamente renovava estas intenções e repetia: «Não me lembro mais; a minha cabeça não é mais como era antes: ajude-me, sugira as intenções para o meu dia».
Se Mestra Tecla não tivesse uma grande fé não teria seguido a vocação. Era preciso uma fé verdadeiramente heroica para deixar a família em vista de um futuro incerto, para assumir encargos delicados, difíceis, muitas vezes não motivados que o fundador lhe confiava; colocar-se totalmente à disposição de um sacerdote que desconcertava a todos pela sua audácia; que era considerado
pelo bons pensadores um sonhador, um megalomaníaco, um iludido, destinado, certamente, à falência nos seus empreendimentos e que, para muitos, era um imprudente e temerário.
Quem viveu ao seu lado, nos primeiros tempos de fundação, se lembra o quanto era difícil seguir pe. Alberione, sempre e onde quer que fosse. De resto, o fundador não trazia escrito na fronte a vontade de Deus; muitas vezes dava ordens e pedia sacrifícios dos quais nem sempre dava nem podia dar as motivações. Ele conduzia tudo por um caminho novo e difícil, que só os homens de fé sabem ver. Para segui-lo era preciso uma fé heroica, que nem todos tinham; muitos e muitas voltaram atrás prudentemente, para não afundar com a pequena e incerta barca da sua instituição.
Mestra Tecla não teve incertezas, não duvidou jamais; viu no fundador sempre e só, o homem suscitado por Deus para uma missão nova e especial. Só a fé heroica explica as razões pelas quais o seguiu, cooperou, defendeu, ajudou de mil maneiras por quase 50 anos. Quando estava doente, na clínica de Albano, falava-me muitas vezes do Primeiro Mestre, demonstrando
a imensa estima que tinha por ele, a devoção incondicional, o afeto terno e forte. Não hesitou jamais em enfrentar grandes despesas e também críticas por executar os desejos e os projetos de pe. Alberione.
 
A Primeira Mestra Tecla foi admirada incondicionalmente por todos pela sua prudência no governo. Seu governo foi sábio e prudente e era realizado com raro equilíbrio entre a fortaleza viril e a doçura feminina: com a doçura, atraía o afeto, e com a firmeza, obtinha a obediente e responsável colaboração, alegre e generosa.
Não era difícil perceber como a Primeira Mestra vivia e agia à luz e com a força do Espírito Santo. Ainda se não possuía uma extraordinária cultura humana, tinha com muita perspicácia, a sabedoria do governo. Era doce e forte ao mesmo tempo, exigente e humana, equilibrada e iluminada; todos recordam com reconhecimento e admiração o quanto eram sábios e iluminados
os seus conselhos, as suas diretivas, decisões e orientações.
Tinha em grau eminente a ciência da vida espiritual, da vida religiosa e paulina, a ciência dos santos e de Deus. O Espírito Santo lhe dava a luz da fé, a ciência apostólica, a fortaleza prática e tornou o seu governo forte e materno, eficaz e exemplar.
Mestra de desapego e de humildade Na Mestra Tecla enferma, admirei a verdadeira Mestra de desapego de tudo. Pega de surpresa pela doença, em plena atividade de Superiora geral de um Instituto já difundido em todos os continentes, com milhares de membros e centenas de casas, tinha ainda uma infinidade de coisas a serem iniciadas e terminadas, continuadas e modificadas. Dela não ouvi jamais uma palavra, não observei jamais um aceno que indicasse o temor ou o desagrado em ter
que deixar a outra o governo do Instituto. Jamais expressou o desejo de reaver tempo e saúde que lhe permitissem fazer frente às coisas mais urgentes e importantes. As suas expressões preferidas eram sempre estas: «Seja feita a vontade de Deus. Deo gratias. Paciência».
Admirei o seu total desapego do ofício, quando me pediu conselho, dizendo-me: «Queria pedir demissão... É melhor que uma outra assuma o meu lugar para poder agir conforme é necessário para o bem da congregação». Eu a aconselhei a manifestar a sua intenção aos legítimos superiores e, antes de tudo, ao fundador, e depois considerar o que ele lhe diria. Assim ela fez. Foi-lhe dito para permanecer no seu lugar e deixar que a vigária fizesse aquilo que ela não podia mais fazer. Aceitou sem objeções,
com simplicidade e jamais voltou a falar sobre esse assunto.
Uma vez confidenciou-me algo que me fez ficar surpreso e me revelou o quanto era íntima e profunda a sua união com Deus, o quanto era dócil na sua união com o Espírito Santo que a guiava na contemplação: «Quando faço a visita ao SS. Sacramento – me disse – ou quando comungo, na Hóstia santa adoro Jesus Mestre, o Filho de Deus encarnado e nele adoro o Pai e o Espírito Santo. Nele vejo todo o corpo místico. Diga-me, será que estou errada?». Livre
das dúvidas, continuou a seguir a moção do Espírito Santo que agia nela, que «quase por instinto divino», a favorecia com essas inspirações profundas e simplificava a sua vida interior, centrando-a fortemente na contemplação eucarística, trinitária e mariana.
Mais de uma vez me confiou: «Não consigo mais rezar…» e duas lágrimas desceram de seus olhos. Uma noite disse: «Agora não posso mais fazer longas orações, nem posso ou me deixam ir à capela para rezar, fazer a visita, a meditação. Sento no banquinho e olho o céu, vejo aquilo que o Senhor fez, as suas obras e penso nele, assim me sinto unida a Ele!».
Era fidelíssima no propósito de desculpar as faltas das irmãs. Jamais ouvi uma alusão, mesmo que velada, de pessoas que a tivessem feito sofrer ou magoado. Não só havia perdoado, mas parecia ter esquecido tudo.
Uma noite, pouco depois da primeira crise, tinha sobre a mesa um monte de cartas vindas de todas as partes do mundo. Disse-me: «Olhe como são boas as minhas filhas: quantas orações, quantos sacrifícios fazem por mim, para obter a minha cura. Esta doença serviu para mim e para minhas filhas mais do que um curso de exercícios. Eu não mereço que me queiram bem, elas me querem bem porque são boas».

 
* Carlo Tommaso Dragone (1911-1974), era um sacerdote paulino de profunda espiritualidade e grande cultura, autor de várias obras teológicas e literárias. O seu Diário espiritual é um verdadeiro tesouro de experiências místicas vividas no cotidiano paulino.
 
Pedidos de graças
Está disponível no site
www.paoline.org, e também diretamente na página web “Tecla Merlo”, um espaço para escrever mensagens e pedidos de graças à venerável Tecla Merlo.
Convidamos, portanto, todos aqueles que, por sua intercessão, recebem graças particulares, a comunicar-se com um
dos seguintes destinatários:
www.paoline.org
teclamerlo@paoline.org
Superiora geral
Flhas de São Paulo
Via San Giovanni Eudes, 25- 00163