sábado, 31 de maio de 2014

Rainha dos Apóstolos


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Semana Missionária em Rondônia


Entre os dias 10 e 16 de maio, Ir. Mery Sousa juntamente com leigos da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, do município de Pimenta Bueno-RO, realizaram uma semana de missão.

A Semana Missionária contemplou a celebração da Padroeira da Cidade, Nossa Senhora de Fátima e a comemoração dos 40 anos da paróquia no município, por meio de diversos momentos fortes de oração e celebração junto ao povo. A semana celebrativa teve início dia dez, com o primeiro dia do Tríduo em preparação a celebração da Padroeira com a missa animada pelos jovens.
No dia onze, milhares de paroquianos participaram da festa social, que teve início com a missa e prosseguiu com o almoço, o leilão e o bingo em benefício da paróquia.
No dia doze à noite ,realizou-se o terceiro dia do tríduo com a celebração da missa organizada pela pastoral familiar. E, no dia treze a grande missa em honra a Padroeira Nossa Senhora de Fátima e os 40 anos da Paróquia. Fizeram-se presente nesta celebração o Bispo Dom Bruno Pedron, o primeiro pároco, Pe. Ludovico Bonomi (Comboniano), o pároco atual Frei Paulino Costela (Capuchinho) e demais padres que, de alguma forma, participaram da história da paróquia.


Aproveitando a visita na cidade, Ir. Mery Sousa realizou a exposição dos materiais de Paulinas e  visitou escolas do ensino fundamental e médio, trabalhando com as crianças valores como: o respeito, a inclusão, a auto-estima, o amor por meio de contação de histórias e, com os adolescentes e jovens abordou o tema: O que significa se jovem hoje? Por meio de bate-papo e vídeos.
A semana se concluiu com o encontro: Ler e compreender a Bíblia junto aos paroquianos.
Agradeço a Deus que nos proporciona momentos de encontro com o povo, nos quais sinto reavivar a fé o sentido de ser consagrada para comunicar as pessoas a Boa Noticia”.

 

quinta-feira, 29 de maio de 2014


domingo, 25 de maio de 2014


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Oração pela China

Virgem Santíssima, Mãe do Verbo Encarnado e Mãe nossa, venerada com o título de  "Auxílio dos Cristãos" no Santuário de Sheshan, para o qual, com devoto afeto, levanta os olhos toda a Igreja que está na China, vimos hoje  junto de vós implorar a vossa proteção.
 Lançai o vosso olhar sobre o povo de Deus e guiai-o com solicitude materna pelos caminhos da verdade e do amor, para que, em todas as circunstancias, seja fermento de harmoniosa convivência entre todos os cidadãos.
Com o  "Sim" dócil pronunciado em Nazaré, vós consentistes que o Filho Eterno de Deus encarnasse no vosso seio virginal e assim desse início na história à obra da Redenção, na qual cooperastes depois com solícita dedicação, aceitando que a espada da dor transpassasse a vossa alma, até a hora suprema da Cruz, quando no  Calvário permaneceste de pé junto do vosso Filho, que morria para que o homem vivesse.
Desde então tornastes-vos, de forma nova, Mãe de todos aqueles que acolhem na fé o vosso Filho Jesus e aceitam segui-lo carregando a própria cruz sobre os ombros. Mãe da  esperança, que na escuridão do Sábado santo caminhastes, com inabalável confiança, ao encontro da manhã de Páscoa, concedei  aos vossos filhos a capacidade de discernirem em cada situação, mesmo na mais escura, os sinais da presença amorosa de Deus.
Nossa Senhora de Sheshan, sustentai o empenho de quantos na CHINA continuam, no meio das canseiras diárias, a crer, a esperar, a amar, para que nunca temam falar de Jesus ao mundo e do mundo a Jesus. Na imagem que encima o Santuário, levantais ao alto o vosso filho, apresentando-o ao mundo com os braços abertos em gesto de amor.
Ajudai os católicos a serem sempre testemunhas credíveis deste amor, mantendo-se unidos à rocha de Pedro sobre a qual está  construída a Igreja.
Mãe da CHINA e da ÁSIA,  rogai por nós agora e sempre. Amém.
(O Papa Emérito Bento XVI  estabeleceu o dia  24 de Maio de cada ano como O DIA DE ORAÇÃO PELA CHINA.  Rezemos pelos nossos irmãos chineses para que sejam fortes na Fé e testemunhas  de Jesus,  mesmo vivendo, algumas vezes, em situações de  conflitos)

sábado, 17 de maio de 2014

"Apresentar Jesus, oferecer Jesus a todos", como Maria


 

Quadro de Maria Rainha dos ApóstolosApresentando o novo quadro sobre Maria, Mãe, Mestra e Rainha do Apóstolos, o bem-aventurado Tiago Alberione entende oferecer, em Maria, a síntese verdadeira do apostolado cristão. - "Apresentar Jesus, oferecer Jesus a todos". Escreve então uma de suas mais belas e significativas páginas (19 de maio de 1935).
"Caríssimos,
diante de nossa Mãe, Mestra e Rainha surge espontânea a invocação: 'Depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto de vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria'. Maria realiza numa luz intensa, seu apostolado: dar Jesus ao Pai, aos homens, ao céu.
Deu Jesus Cristo à terra. Nela Deus glorificou a si mesmo, tornando-se taI11bém homem e Salvador dos homens, fazendo-se, pelo fiat, 'Jesus hominum Salvator', Jesus, Salvador dos homens.
Em nosso quadro, ela relembra a idéia da eucaristia, feita de seu sangue virginal. Oferece o seu fruto bendito, Jesus, apresenta-o, como que segurando com amor suavíssimo, uma hóstia viva, santa, agradável a Deus. Deu-o também ao Pai, que por Jesus recebe uma glória nova, infinita. Mostrou Jesus aos pastores, os primeiros chamados ao berço do Salvador, representando o povo humilde, herdeiro das promessas divinas, que acolhe o reino de Deus com a simplicidade da criança.
Apresentou Jesus a são José, seu esposo fiel e pai legal do Menino; mostrou-o a são João Batista que, como elo de ouro, encerraria a época antiga e inauguraria os tempos novos. Eles representavam os dois tipos de santidade, todas as virtudes e elevações dos dois Testamentos, encerrando em si mesmos toda graça.
Apresentou  Jesus aos gentios, representados pelos magos, vindos ao presépio de Belém, primícias das nações que haveriam de constituir um dia a parte preponderante da Igreja católica.
Apresentou Jesus no templo, oferecendo-o menino, vítima digna e sacerdote eterno segundo sua vocação: 'atua salvação que preparaste em face de todos os povos, luz para iluminar as nações ... ' (Lc 2,30-31). Mostrou Jesus aos egípcios, aos quais o levou exilado, cumprindo altíssimos desígnios e realizando antigas profecias.
Apresentou-o em Nazaré, onde cresceu em sabedoria, idade e graça, exemplo perfeito de vida oculta e de virtude, para todos os homens e para todos os séculos. Em Nazaré ele 'começou a agir' (At 1,1) e tornou-se o modelo divino de toda virtude individual, doméstica, social, religiosa, civil. Levou-o ao templo e, levando a efeito os desígnios divinos, apresentou-o aos doutores como sabedoria do Pai, empenhado em 'ouvi-los e interrogá-Ios'; e todos os que o ouviam extasiavam-se diante da sua inteligência e das suas respostas' (Lc 2,46-47).
Apresentou-o aos apóstolos nas bodas de Caná, onde, pela sua intercessão fez soar a hora de sua manifestação e Jesus operou o milagre da conversão da água em vinho: 'Este início dos sinais, Jesus o fez em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória e os seus discípulos creram nele' (10 2,11); e por eles a fé foi transmitida ao mundo.
Apresentou-o crucificado, salvação do mundo inteiro, no Calvário, onde o inferno tremeu porque derrotado; exultaram os justos dos tempos antigos aos quais se abriram as portas do céu; abraçaram-se a justiça e a paz; os tempos receberam o sigilo da caridade que se imola pelo amado, sob os auspícios de Jesus Cristo.
Apresentou-o ao Pai, restituindo-o ao céu, no dia da ascensão: o corpo com propriedades gloriosas, as chagas resplandecentes, o lado aberto para liberar dois raios de amor a Deus e às almas; sol de glória do paraíso, força onipotente para atrair tudo a si, cabeça na qual se incorporariam as almas. Pela sua oração, Maria deu o 'Espírito de Jesus Cristo' aos apóstolos e à Igreja nascente. Ela o apresenta a todas as almas piedosas: 'per Mariam ad Iesum', em todas as épocas, em todas as gerações. Ela nos mostrará Jesus quando ingressarmos no paraíso; prostrar-nos-emos diante dele e diante dela, para beijarmos aquelas mãos das quais tantas graças fluíram para nós.
"Maria dá sempre Jesus, como um ramo que sempre o sustenta e o oferece aos homens: passível, glorioso, eucarístico, caminho, verdade e vida para os homens".
(CISP, 37-38)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Maria é apóstola!


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Maria é esposa!


Oração do papa Francisco a Maria

 
Virgem e Mãe Maria,
Vós que, movida pelo Espírito,
acolhestes o Verbo da vida
na profundidade da vossa fé humilde,
totalmente entregue ao Eterno,
ajudai-nos a dizer o nosso «sim»
perante a urgência, mais imperiosa do que nunca,
de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus.
Vós, cheia da presença de Cristo,
levastes a alegria a João o Batista,
fazendo-o exultar no seio de sua mãe.
Vós, estremecendo de alegria,
cantastes as maravilhas do Senhor.
Vós, que permanecestes firme diante da Cruz
com uma fé inabalável,
e recebestes a jubilosa consolação da ressurreição,
reunistes os discípulos à espera do Espírito
para que nascesse a Igreja evangelizadora.
Alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados
para levar a todos o Evangelho da vida
que vence a morte.
Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos
para que chegue a todos
o dom da beleza que não se apaga.
Vós, Virgem da escuta e da contemplação,
Mãe do amor, esposa das núpcias eternas
intercedei pela Igreja, da qual sois o ícone puríssimo,
para que ela nunca se feche nem se detenha
na sua paixão por instaurar o Reino.
Estrela da nova evangelização,
ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão,
do serviço, da fé ardente e generosa,
da justiça e do amor aos pobres,
para que a alegria do Evangelho
chegue até aos confins da terra
e nenhuma periferia fique privada da sua luz.
Mãe do Evangelho vivente,
manancial de alegria para os pequeninos,
rogai por nós.
Amém. Aleluia!

 Papa Francisco

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Devoção mariana do Padre Alberione


As primeiras experiências da devoção mariana de Tiago Alberione aconteceram na família onde se recitava diariamente o Rosário.
Nossa Senhora do Rosário


À Senhora do Rosário era dedicado o arco do Belvedere em Cherasco.
À Rainha do Rosário era consagrada uma bela Igreja da cidade, Santa Maria do Povo.
A recitação do Rosário foi para o pequeno Alberione a "escola evangélica" por excelência, da qual falará frequentemente como pastor e fundador. Escola de mentalidade cristã, de santidade e de espírito missionário.
A Senhora das Flores
A mamãe Teresa consagrou seus filhos à Nossa Senhora das Flores. Alberione escrevia em 1956:  "Mamãe nos tinha consagrado todos a Maria, Rainha das Flores, apenas recém-nascidos".
O Santuário da Senhora das Flores lembra o lugar onde uma jovem, assediada por soldaods franceses, tinha invocado a Virgem e fora prodigiosamente defendida.

Em Mihi vivere Christus est" Alberione fala de uma promessa feita a ela, aos 9 anos, para que fosse promovido na escola. Como fora promovido, a mãe lhe disse: "Devagar em prometer! Seja generoso em cumprir. Vá e não acenda uma vela pequena" (MV 114).

La Madonnina
A bem-aventurada Virgem das Graças em Cherasco ( A Senhorinha)
Sabe-se por informações de Tômalin, o último irmão de padre Alberione: "Fui muitas vezes à Missa com Tiaguinho, também nos dias de semana e sempre nos dias festivos. Íamos a São Martinho e outras vezes à Madonnina". Em 1912, deu-se o início do apostolado das edições com a impressão do livro A bem-aventurada Virgem das Graças em Cherasco.

Madonna della Moretta
Ao sul de Alba
O Santuário foi um lugar mariano muito caro ao padre Alberione. Sacerdote e Fundador, ele foi frequentemente pedir a Maria luz, força, ajuda nos momentos difíceis.
Em 12 de setembro de 1913, último dia do tríduo, o senhor teólogo foi convidado a pregar no Santuário della Moretta. Falou sobre "Maria tem como principal apostolado o de dar Jesus ao mundo". Dom José Re, bispo de Alba, estava presente neste dia, e encarregou Alberione para cuidar da imprensa diocesana, a qual abriu o caminho ao apostolado. (cf AD 30). "Dali todo o desenvolvimento" (CISP 179). Soara a "hora de Deus". Menos de um ano depois, 20 de agosto de 1914, padre Alberione iniciava a Família Paulina.

Imaculada

Uma outra forma de piedade cara ao jovem Alberione foi a devoção à Imaculada. A festa era recente e evocava muitos significados: doutrinais, pedagógicos, apostólicos. À Imaculada era dedicada a capela do Seminário de Bra. Diante daquela branca estátua Tiago viveu o seu "mistério pascal" na primavera de 1900, quando foi demitido do Seminário. No seu Diário Juvenil ele mesmo testemunha: "anos turbulentos, fatais para meu instinto que aspirava à grandeza. Mas, Maria me salvou!"
As Glórias de Maria
O encontro de Alberione com Santo Afonso de Liguori (1696-1787)deu-se sobretudo mediante as Glórias de Maria e as práticas por ele sugeridas "para conquistar a devoção a Maria". Isto se revelará depois na catequese e na atividade editorial de Alberione. Por exemplo, quando promoverá a contínua reimpressão de escritos alfonsianos.

"Perfeita devoção a Maria"
Outro mestre da piedade mariana de Alberione foi Grignion de Monfort (1673-1716) do qual Alberione apreende o senso austero, exigente e missionário da "perfeita devoção a Maria" e da perfeita consagração a Jesus Cristo, com a determinação de fazer "tudo com Maria, por Maria e em Maria".
Magistério da Igreja - Leão XIII
Alberione descobre o magistério iluminado do papa Leão XIII (1810-1903). Das suas numerosas encíclicas, duas sobretudo tiveram um influxo determinante na formação de Tiago Alberione:
Adiutricem populi christiani sobre Nossa Senhora (1895) e
Tametsi futura sobre Jesus e a salvação do novo século (1900).
A primeira foi reveladora para a sua compreensão de Maria como "Mãe, Mestra e Rainha dos Apóstolos".
A segunda, pela sua visão de Cristo como inspirador de uma nova cultura cristã, "Mestre" do pensamento, da moral, da oração, porque só ele é "o Caminho, a Verdade e a Vida"(Jo 14,6).
Mãe do Bom Conselho
Inspiradora de todo este caminho de formação em Alba era a Mãe do Bom Conselho, à qual era dedicada a capela do Seminário, e  cuja imagem (a Virgem com o Menino nos braços) inspirará de alguma forma o futuro quadro da Rainha dos Apóstolos.
Mãe da Divina Graça
Em 1922 o Fundador teve um sonho. Viu a Nossa Senhora aureolada de luz que lhe dizia: "Sou a Mãe da divina Graça".
Nossa Senhora de Langa, em Benevello
Santuário da cura
É um Santuário dedicado à Virgem da Anunciação.
Em junho de 1923, Padre Alberione adoeceu gravemente. Tinha 39 anos. "Acrescente-se a saúde precária. "não o salvareis. A tuberculose toma conta dele", diziam ao bispo..."(AD 112). Os médicos haviam lhe dado 18 a 24 meses de vida. Para se recuperar foi hospedar-se na casa paroquial  de Benevello. Padre Alberione permaneceu em Benevello até os primeiros dias de setembro, perfeitamente curado. Os mais antigos do lugar recordam das frequentes visitas que padre Alberione fazia ao Santuário, recitando o rosário pelo caminho até a capela da Senhora de Langa.
Em seguida, Alberione contou sobre o sonho em que lhe apareceu o Divino Mestre confirmando o Instituto recém-iniciado, dando-lhe o programa de vida: "Não tenham medo. Eu estou convosco - Daqui quero iluminar - Tenham arrependimento dos pecados".



Santuário da Rainha dos Apóstolos

Coração mariano da Família Paulina em Roma.
Santuário “Rainha dos Apóstolos”, obra monumental, fruto de uma promessa feita no início da Segunda Guerra Mundial: “Ó Maria, Mãe e Rainha dos Apóstolos, se salvardes a vida dos nossos e das nossas, construiremos aqui a igreja em louvor ao vosso nome”.Ele mesmo recordou esse fato a 8 de dezembro de 1954, dia conclusivo da dedicação do Santuário (cf. CISP 595s).
 
FONTE: Blog da Rainha dos Apóstoloshttp://mariarainhadosapostolos.blogspot.com.br/

Maria é mãe!


À minha maneira


domingo, 11 de maio de 2014

Feliz Dia das Mães!

Autor: Rivaldo Rodrigues Cavalcante

quarta-feira, 7 de maio de 2014

51º Dia Mundial de Orações pelas Vocações


Mensagem do Papa Francisco 

 “Vocações, testemunho da verdade”

11 de maio de 2014

Amados irmãos e irmãs!

1.    Narra o Evangelho que «Jesus percorria as cidades e as aldeias (…). Contemplando a multidão, encheu-Se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe”» (Mt 9, 35-38). Estas palavras causam-nos surpresa, porque todos sabemos que, primeiro, é preciso lavrar, semear e cultivar, para depois, no tempo devido, se poder ceifar uma messe grande. Jesus, ao invés, afirma que «a messe é grande». Quem trabalhou para que houvesse tal resultado? A resposta é uma só: Deus. Evidentemente, o campo de que fala Jesus é a humanidade, somos nós. E a ação eficaz, que é causa de «muito fruto», deve-se à graça de Deus, à comunhão com Ele (cf. Jo 15, 5). Assim a oração, que Jesus pede à Igreja, relaciona-se com o pedido de aumentar o número daqueles que estão ao serviço do seu Reino. São Paulo, que foi um destes «colaboradores de Deus», trabalhou incansavelmente pela causa do Evangelho e da Igreja. Com a consciência de quem experimentou, pessoalmente, como a vontade salvífica de Deus é imperscrutável e como a iniciativa da graça está na origem de toda a vocação, o Apóstolo recorda aos cristãos de Corinto: «Vós sois o seu [de Deus] terreno de cultivo» (1 Cor 3, 9). Por isso, do íntimo do nosso coração, brota, primeiro, a admiração por uma messe grande que só Deus pode conceder; depois, a gratidão por um amor que sempre nos precede; e, por fim, a adoração pela obra realizada por Ele, que requer a nossa livre adesão para agir com Ele e por Ele.

2.    Muitas vezes rezamos estas palavras do Salmista: «O Senhor é Deus; foi Ele quem nos criou e nós pertencemos-Lhe, somos o seu povo e as ovelhas do seu rebanho» (Sal 100/99, 3); ou então: «O Senhor escolheu para Si Jacó, e Israel, para seu domínio preferido» (Sal 135/134, 4). Nós somos «domínio» de Deus, não no sentido duma posse que torna escravos, mas dum vínculo forte que nos une a Deus e entre nós, segundo um pacto de aliança que permanece para sempre, «porque o seu amor é eterno!» (Sal 136/135, 1). Por exemplo, na narração da vocação do profeta Jeremias, Deus recorda que Ele vigia continuamente sobre a sua Palavra para que se cumpra em nós. A imagem adotada é a do ramo da amendoeira, que é a primeira de todas as árvores a florescer, anunciando o renascimento da vida na Primavera (cf. Jr 1, 11-12). Tudo provém d’Ele e é dádiva sua: o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, mas – tranquiliza-nos o Apóstolo – «vós sois de Cristo e Cristo é de Deus» (1Cor 3, 23). Aqui temos explicada a modalidade de pertença a Deus: através da relação única e pessoal com Jesus, que o Batismo nos conferiu desde o início do nosso renascimento para a vida nova. Por conseguinte, é Cristo que nos interpela continuamente com a sua Palavra, pedindo para termos confiança n’Ele, amando-o «com todo o coração, com todo o entendimento, com todas as forças» (Mc 12, 33). Embora na pluralidade das estradas, toda a vocação exige sempre um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho. Quer na vida conjugal, quer nas formas de consagração religiosa, quer ainda na vida sacerdotal, é necessário superar os modos de pensar e de agir que não estão conformes com a vontade de Deus. É «um êxodo que nos leva por um caminho de adoração ao Senhor e de serviço a Ele nos irmãos e nas irmãs» (Discurso à União Internacional das Superioras Gerais, 8 de Maio de 2013). Por isso, todos somos chamados a adorar Cristo no íntimo dos nossos corações (cf. 1 Pd 3, 15), para nos deixarmos alcançar pelo impulso da graça contido na semente da Palavra, que deve crescer em nós e transformar-se em serviço concreto ao próximo. Não devemos ter medo: Deus acompanha, com paixão e perícia, a obra saída das suas mãos, em cada estação da vida. Ele nunca nos abandona! Tem a peito a realização do seu projeto sobre nós, mas pretende consegui-lo contando com a nossa adesão e a nossa colaboração.

3.   Também hoje Jesus vive e caminha nas nossas realidades da vida ordinária, para Se aproximar de todos, a começar pelos últimos, e nos curar das nossas enfermidades e doenças. Dirijo-me agora àqueles que estão dispostos justamente a pôr-se à escuta da voz de Cristo, que ressoa na Igreja, para compreenderem qual possa ser a sua vocação. Convido-vos a ouvir e seguir Jesus, a deixar-vos transformar interiormente pelas suas palavras que «são espírito e são vida» (Jo 6, 63). Maria, Mãe de Jesus e nossa, repete também a nós: «Fazei o que Ele vos disser!» (Jo 2, 5). Far-vos-á bem participar, confiadamente, num caminho comunitário que saiba despertar em vós e ao vosso redor as melhores energias. A vocação é um fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor uns aos outros que se faz serviço recíproco, no contexto duma vida eclesial autêntica. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno. Porventura não disse Jesus que «por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35)?

4.  Amados irmãos e irmãs, viver esta «medida alta da vida cristã ordinária» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31) significa, por vezes, ir contra a corrente e implica encontrar também obstáculos, fora e dentro de nós. O próprio Jesus nos adverte: muitas vezes a boa semente da Palavra de Deus é roubada pelo Maligno, bloqueada pelas tribulações, sufocada por preocupações e seduções mundanas (cf. Mt 13, 19-22). Todas estas dificuldades poder-nos-iam desanimar, fazendo-nos optar por caminhos aparentemente mais cômodos. Mas a verdadeira alegria dos chamados consiste em crer e experimentar que o Senhor é fiel e, com Ele, podemos caminhar, ser discípulos e testemunhas do amor de Deus, abrir o coração a grandes ideais, a coisas grandes. «Nós, cristãos, não somos escolhidos pelo Senhor para coisas pequenas; ide sempre mais além, rumo às coisas grandes. Jogai a vida por grandes ideais!» (Homilia na Missa para os crismandos, 28 de Abril de 2013). A vós, Bispos, sacerdotes, religiosos, comunidades e famílias cristãs, peço que orienteis a pastoral vocacional nesta direção, acompanhando os jovens por percursos de santidade que, sendo pessoais, «exigem uma verdadeira e própria pedagogia da santidade, capaz de se adaptar ao ritmo dos indivíduos; deverá integrar as riquezas da proposta lançada a todos com as formas tradicionais de ajuda pessoal e de grupo e as formas mais recentes oferecidas pelas associações e movimentos reconhecidos pela Igreja» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31).

Disponhamos, pois, o nosso coração para que seja «boa terra» a fim de ouvir, acolher e viver a Palavra e, assim, dar fruto. Quanto mais soubermos unir-nos a Jesus pela oração, a Sagrada Escritura, a Eucaristia, os Sacramentos celebrados e vividos na Igreja, pela fraternidade vivida, tanto mais há de crescer em nós a alegria de colaborar com Deus no serviço do Reino de misericórdia e verdade, de justiça e paz. E a colheita será grande, proporcional à graça que tivermos sabido, com docilidade, acolher em nós. Com estes votos e pedindo-vos que rezeis por mim, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica.
(Francisco)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Rezando com Nossa Senhora

No dia 03 de maio de 2014, as Irmãs Fabíola Medeiros e Renata Munari animaram a Oficina "Rezando com Nossa Senhora" na Livraria Paulinas da Rua XV de Novembro em São Paulo-SP. O encontro contou com a participação de 15 pessoas, foi possível fazer a experiência das várias maneiras de rezar a Maria, usando o livro Rezando com Nossa Senhora.
Ir. Renata Munari em momento da oração conclusiva na capela da Livraria
 


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Maria Rainha dos Apóstolos, segundo Alberione


 O bem-aventurado Alberione viu Maria como o instrumento perfeito de Deus e, por conseguinte, como o ideal máximo de sua vida apostólica: "Maria correspondeu perfeitamente à sua missão, à sua vocação e aos desígnios de Deus.
Também nós fomos distinguidos com vocação especial e Deus nos envolveu em corrente tão grande de graças que fomos obrigados a nos render" (MV, 40). "Quando Deus encontra uma alma humilde e dócil à sua vontade como Maria Santíssima, serve-se dela na execução de seus desígnios de caridade e sabedoria. Ela deve, porém, ser dócil como o pincel na mão do artista, humilde como o trapo na mão da dona de casa" (UPS, I, 486).

Eis, portanto, Maria intimamente presente no centro da personalidade de "instrumento de Deus" do padre Alberione, o qual notava que também tudo se desenvolveu em Maria partindo daquele centro. Por esta razão devia ter existido nela a composição indispensável das "duas vidas", num equilíbrio perfeito: "A Virgem bendita soube acolher e conciliar em si mesma os dois métodos de vida, soube unir mérito e "glória destes dois gêneros de vida. Foi a mais próxima de seu Filho e ao mesmo tempo a que mais do que qualquer outro colaborou para o dar ao mundo" (IA, II A, 98).

Bastam estas poucas alusões para compreendermos o valor central que o padre Alberione atribuía à presença de Maria em sua vida e instituição: "A devoção a Maria - parte do espírito paulino tem para nós dois fins - nossa santificação religiosa e o apostolado pastoral: chegar às almas" (Pr RA, 231).

A devoção a Maria nasceu nele inspirada pelas causas mais simples e comuns, isto é, a mãe, a família, as práticas devocionais do tempo, os santuários marianos de sua adolescência, como também as encíclicas de Leão XIII que exerceram notável influência na orientação consciente de sua juventude.

Quais são as linhas mestras da mariologia do padre Alberione?
Eram as que emanavam da consciência de sua missão e das necessidades de sua vida.
Tema fundamental era o de Maria Apóstola. O apostolado implica, de fato, um mandato ou missão (Maria eleita para dar o Cristo), dependência total em relação àquele que elege (vida de comunhão com Deus) e dedicação radical para realizar a missão da própria vida.

Em torno deste tema fundamental convergem todos os outros: Maria, Rainha dos Apóstolos, vale dizer, o seu relacionamento com todos os chamados ao apostolado; Maria, a Mulher, ponto sublime de referência para o ingresso amplo e nobre da mulher em novos campos de apostolado; Maria, a Adoradora (a primeira forma essencial de vida apostólica), e Maria, modelo de serviço e de amor para com os irmãos (a outra forma essencial da vida apostólica).

Pe. João Roatta, SSP (livro Mensagens Marianas do Padre Alberione)

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Dia de São José Operário

Basta traçar um paralelo entre a vida cheia de sacrifícios de são José, que trabalhou a vida toda para ver Nosso Senhor Jesus Cristo dar a vida pela humanidade, e a luta dos trabalhadores do mundo todo, pleiteando respeito a seus direitos mínimos, para entender os motivos que levaram o papa Pio XII a instituir a festa de "São José Trabalhador", em 1955, na mesma data em que se comemora o dia do trabalho em quase todo o planeta.
São José é o modelo ideal do operário. Sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho de suas próprias mãos, cumpriu sempre seus deveres para com a comunidade, ensinou ao Filho de Deus a profissão de carpinteiro e, dessa maneira suada e laboriosa, permitiu que as profecias se cumprissem e seu povo fosse salvo, assim como toda a humanidade. Proclamando são José protetor dos trabalhadores, a Igreja quis demonstrar que está ao lado deles, os mais oprimidos, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos seres humanos, aquele que aceitou ser o o pai adotivo de Deus feito homem, mesmo sabendo o que poderia acontecer à sua família.
José lutou pelos direitos da vida do ser humano e, agora, coloca-se ombro a ombro na luta pelos direitos humanos dos trabalhadores do mundo, por meio dos membros da Igreja que aumentam as fileiras dos que defendem os operários e seu direito a uma vida digna.
Muito acertada mais esta celebração ao homem "justo" do Evangelho, que tradicional e particularmente também é festejado no dia 19 de março, onde sua história pessoal é relatada.
 
FONTE: Site Paulinas