terça-feira, 19 de setembro de 2017

"A paz esteja convosco!"


terça-feira, 12 de setembro de 2017

#SeguirJesus - Aspirante Gleyssica

sábado, 9 de setembro de 2017

#MêsdaBíblia 2º Encontro: Edificar-se no trabalho

2º Encontro: Edificar-se no trabalho
Em relação ao amor fraterno, percebe-se a importância que Paulo dá às relações humanas. E o que motiva Paulo para o trabalho era a caridade, ou seja, o amor, recomendado que exerce na liberdade, alegria, paz e justiça social. Lembrando-nos do que fala Gn 2, 15: “tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivo e o guardar”. Podemos dizer que o trabalho é o reflexo da ação de Deus.
            Chegando a Tessalônica, Paulo além de dar o exemplo como trabalhador, faz grande elogio ao trabalho executado ali: “Tendes como questão de honra viver em tranquilidade, cuidando de vossos próprios negócios e trabalhando com vossas próprias mãos, do modo como vos instruímos” (4,11). Paulo aqui puxa a conversa para o terreno bem conhecido por ele, pois exercia a função de construtor de tendas e também enfatiza a dignidade do trabalho manual, pouco valorizado na época.
            Por outro lado, concede o trabalho como um dever de justiça, porque ninguém deve ser peso para os outros. Ele não nega e outra face do trabalho, pois este também traz fadiga: “e nos afadigamos trabalhando com as próprias mãos. Insultados, bendizemos; perseguidos, resistimos com paciência”. (1Cor 4, 12).
            Por fim, podemos ainda sublinhar que Paulo, como evangelizador e missionário, realizava a sua missão em equipe. São grupos de mulheres e homens que colaboram com Paulo na expansão do Evangelho, organizando as comunidades a partir do contexto social em que vivem.
           
Texto extraído do livro do SAB (Serviço de Animação Bíblica) do mês da Bíblia 2017. Belo Horizonte: Paulinas, 2017, pp. 25-27.


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

4º Congresso Missionário Nacional - 07 a 10 de Setembro, em Recife - PE

Este é o tema escolhido pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) para a Campanha Missionária de 2017. É o mesmo o tema do 4º Congresso Missionário Nacional, que acontecerá nos dias 7 a 10 de setembro em Recife (PE).
Tudo está em sintonia como os ensinamentos do papa Francisco quando afirma: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontraram com Jesus” (EG 1). Essa alegria precisa ser anunciada pela Igreja que caminha unida, em todos os tempos e lugares, e em perspectiva ad gentes. Por isso o lema: “Juntos na missão permanente”.
A Campanha Missionária acontece todos os anos no mês de outubro quando se realiza, no penúltimo final de semana, a Coleta do Dia Mundial das Missões (este ano dias 21 e 22).
Cartaz CM 2017
O cartaz destaca a alegria do Evangelho e a Igreja que caminha unida. A arte mostra a Igreja, Povo de Deus, formada por diferentes sujeitos da missão (leigos e leigas, consagrados e consagradas, diáconos, padres, bispos e o papa), representantes de todas as idades e diversas etnias. Todos caminham juntos, depois de terem sido encontrados por Jesus Cristo, e como Igreja em saída, ad gentes, enviada a testemunhar a alegria do Evangelho em todo o mundo. O povo traz a Palavra de Deus, fonte da missão. Carrega também, a Cruz das missões jesuíticas, que marcou a Bolívia e toda a América Latina, no processo de evangelização. Este é o principal símbolo do 5º Congresso Missionário Americano (CAM 5) a ser realizado na Bolívia em 2018. As cores missionárias recordam a dimensão universal da missão. A arte é uma criação do Ateliê15.

Fonte: site das Pontifícias Obras Missionárias, disponível em: http://www.pom.org.br/direcao-das-pom-divulga-tema-e-cartaz-da-campanha-missionaria-2017/

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

#MêsdaBíblia 1º Encontro: SER CRISTÃO

Neste primeiro encontro, a reflexão é sobre a identidade cristã, que é revelada a partir da fé, da esperança e do amor, virtudes que sustentam a vida pessoal e da comunidade (1Ts 1,2-10).

1º Encontro: SER CRISTÃO
A palavra gratidão, no início da carta (cf. 1,2), é dirigida a Deus Pai, propiciador de todos os bens e do qual nos provém toda a graça e salvação. Esse agradecimento é também uma recordação de que o próprio Senhor age na história de seu povo. Não se trata de um agradecimento da memória de um passado distante, mas de uma memória viva e eficaz no presente da história do povo que caminha. 
Este agir de Deus na história do seu povo é percebido por Paulo na própria gratuidade com que Ele nos doa seus dons. De uma singularidade ímpar, Paulo resume toda a experiência e agir do cristão na tríade: fé, amor e esperança.
A fé dos tessalonicenses é radicalmente alicerçada em Deus Pai por meio de Jesus Cristo, seu único Filho e redentor nosso. Essa fé os leva a assumir um compromisso, ou seja, acreditar no Evangelho. É importante salientar que, nessa ocasião, ainda não existem os quatro evangelhos que temos hoje: Mateus, Marcos, Lucas e João. Quando Paulo se refere ao Evangelho, é no sentido literal da palavra, isto é, Boa Notícia do Cristo Jesus, o querigma, o anúncio de tudo o que Deus fez em Jesus de Nazaré.
O anúncio da fé em Deus Pai por meio de Cristo é plenamente realizado na experiência do amor. Um amor que nos move a sair de nós mesmos para ir ao encontro do outro (cf. 1Cor 13), deixando nossas vaidades e orgulho, e ajudar o irmão a carregar seu fardo (cf. GL 6, 2-3).
Paulo compreende que a fé e o amor produzem no cristão uma virtude essencial para a vivência comunitária: a esperança. Longe de ter o olhar voltado para o futuro ou se acomodar ao presente, a esperança produz a solidez e a determinação da luta diária, do agora. Essa esperança paulina é, sem dúvida, acreditar na ressurreição, na consolidação do senhorio de Cristo e na parusia (cf. 1Ts 4, 13-17).
A comunidade é gerada na fé, na esperança e na caridade, pois, conforme Paulo ressalta, tudo o que a comunidade tem é dom de Deus e provém do seu amor (1,4). Com o coração agradecido, Paulo renderá graças a Deus Pai pela eleição da comunidade de Tessalônica. A gratuidade de Deus e sua infinita bondade elegeram e predestinaram aquela comunidade a ser filha no Filho, é, se perseveram, é por sua graça. Assim foi Tessalônica, assim Deus quer que seja com cada um de nós e com nossas comunidades.
Somente com o conforto do Espírito Santo é que conseguimos seguir e imitar Cristo. Uma imitação que nos pode ser compreendida como uma simples repetição, mas que é antes de tudo o seguir Cristo dentro da própria vocação e possibilidade. Essa experiência comunitária não ficou restrita somente àquele lugar, mas, ao contrário, expandiu-se, “porque, partindo de vós, a Palavra do Senhor não só ressoou na Macedônia e na Acaia, mas a todo lugar vossa fé diante de Deus tem chegado, de modo que já não há mais necessidade de que falemos disso” (1,8).
A perícope é concluída com duas expressões-chave: “Deus vivo e verdadeiro” (1,9) e “para aguardar dos céus a seu Filho” (1,10). Paulo chama à conversão, voltando-se para Deus, fixando seu horizonte unicamente ao Deus vivo e verdadeiro, o Deus de Jesus Cristo, e abandonando os ídolos. Também em 1Ts 1, 10 encontramos o verbo “livrar”. Esse verbo está no presente, ou seja, nos leva a compreender que a libertação não é um acontecimento futuro, mas presente de nossa história, na qual o Senhor nos consola com sua justiça e misericórdia diante das incontáveis injustiças que afligem nossa vida.


Texto extraído do livro do SAB (Serviço de Animação Bíblica) do mês da Bíblia 2017. Belo Horizonte: Paulinas, 2017, pp. 16-18. 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

#MêsdaBíblia “Anunciar o Evangelho e doar a própria vida”

     
Vivendo a nossa vocação a exemplo de São Paulo Apóstolo
 A Igreja do Brasil celebra, durante setembro, o mês da Bíblia, no qual a Igreja se dedica intensamente à Palavra de Deus, propondo reflexões e criando momentos celebrativos. Celebrar e meditar a Palavra é exercício contínuo, feito todos os dias; porém, é reservado um mês para intensificar a nossa vivência e, assim, darmos o devido valor que ela tem na prática cristã. A Palavra é um encontro e um diálogo com Deus, que requer de nós adesão e abertura para deixar envolver-se por ela.
No mês de setembro, a Igreja do Brasil propõe uma temática bíblica para nos ajudar a aprofundar a nossa fé.  Por isso, neste ano o estudo é feito a partir da primeira carta de Paulo aos Tessalonicenses. O texto-base dessa reflexão é inspirado no tema: “Para que n´Ele nossos povos tenham vida”. O lema: “Anunciar o Evangelho e doar a própria vida” (1 Ts 2, 8) nos reporta e nos convida a mergulhar no pensamento de São Paulo, que foi um apóstolo fiel ao projeto de Jesus Cristo, entregando a sua vida pelo evangelho no anúncio e na partilha da vida com os seus. A exemplo dele, também queremos rezar a nossa vida e vocação para melhor corresponder ao chamado que Deus nos faz todos os dias: doar a própria vida ao Evangelho e as pessoas.
Para nos ajudar nesta vivência, teremos como base o subsídio do mês da Bíblia, que contém quatro encontros à luz da I carta aos Tessalonicenses. Mas quem é o autor dessa carta? O autor foi São Paulo, um judeu que conhecia e defendia a Torá e suas leis. Foi um perseguidor dos cristãos e, para impedi-los de continuar a missão de Jesus, foi para Damasco e no caminho teve uma profunda experiência de fé e de encontro com Jesus. A partir daí, tornou-se um grande evangelizador e fundou várias comunidades nas quais acompanhava com visitas ou por cartas. Viveu a sua vocação de cristão com fidelidade ao evangelho de Jesus, doando sua vida na alegria, na dor e na perseguição, sendo apóstolo até às últimas consequências.
Escreveu a Primeira Carta aos Tessalonicenses “entre os anos 50 e 51 E.C na cidade de Corinto, nessa época, a comunidade ainda não estava organizada e necessitava de incentivo para não desanimar diante das provações” (Mês da Bíblia-SAB, 2017, p. 6). A comunidade estava sendo perseguida por cidadãos adversários pelos discursos filosóficos e falsas pregações apocalípticas, que dificultavam a evangelização de Paulo. Ele nem sempre podia estar presente na comunidade devido às suas viagens, mas os acompanhava com carinho, exortando e orientando os cristãos.
 Em cada encontro serão apresentados aspectos importantes trabalhados por Paulo com os tessalonicenses. 
            

Texto extraído do livro do SAB (Serviço de Animação Bíblica) do mês da Bíblia 2017. Belo Horizonte: Paulinas, 2017, pp. 25-27. 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Encontro Vocacional da Arquidiocese de Manaus - AM

No mês em que celebramos a Palavra de Deus, dedicamos o primeiro sábado, dia 02 de setembro, para nossos jovens da Arquidiocese de Manaus que desejam percorrer este caminho de discernimento vocacional.
Ir. Sabrina e os jovens
            Assim como em todo sábado de cada mês, setembro não foi diferente. Com a Celebração Eucarística pela parte da manhã, iniciamos nossas atividades do nosso Encontro Vocacional com o tema “Trilha Vocacional: a mística do caminho”.

            Realizamos em grupos a Leitura Orante contando com o subsídio da CNBB para o mês vocacional, onde cada jovem pode fazer um encontro pessoal com a Palavra de Deus, e após isso, no grande grupo partilhar suas experiências pessoais a fim de nos enriquecermos mutuamente.

            Após o almoço iniciamos a Maratona Bíblica, momento de convivência, de descontração e muita alegria, com provas bíblicas, jogo da mímica, teatros bíblicos, quis bíblico fechando com a premiação das equipes ganhadoras.

            Como todos os nossos jovens são ganhadores da Palavra de Deus, ao concluirmos nossa Maratona Bíblica, o Serviço de Animação Vocacional (SAV) da Arquidiocese de Manaus ofereceu para cada um como presente do Mês da Bíblia o Evangelho de Bolso (Editora Paulinas), assumindo o compromisso de ler todos os dias um trecho do Evangelho ou o Evangelho do dia, vivenciado assim o método da Leitura Orante cotidianamente.


            Rezemos por nossos jovens vocacionados a fim de que possam, na docilidade à Palavra de Deus, perscrutarem os sinais dos tempos e responderem ao chamado de Deus prontamente à vocação que Ele confia à cada um.  

Confira o vídeo Amigos da Palavra dos jovens vocacionados

Ir. Sabrina Mosena, fsp

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Vocação é serviço, é doação, é partilha...

 
Ir. Adilse e postulantes paulinas
No mês dedicado as vocações a comunidade Rainha dos apóstolos marcou presença na Paróquia Santos Apóstolos (Itaquaquecetuba-SP), no período de 6 à 13 de Agosto. A equipe realizou visita às comunidades, famílias, enfermos e animou encontros com agentes de pastorais e movimentos. O objetivo da missão foi reanimar os membros das comunidades a comungarem do mesmo espírito e permanecerem imbuídos pelo modelo de todas as vocações, "Maria", Rainha dos Apóstolos. Dessa forma, incentivar as pessoas a estarem sempre atentos às necessidades como Maria estava nas bodas de Caná, disponíveis a servir com alegria, como ela fez quando foi ao encontro de Isabel e viver a fidelidade até no sofrimento, assim como Maria foi até a cruz.
Visita as famílias

Com o coração repleto de alegria agradecemos a Jesus pelas grandes maravilhas realizadas e pelas vocações especiais suscitadas em cada comunidade.
Vocação é doação! É como nosso rosto que cuidamos, enfeitamos, mas nós mesmas não podemos contemplar, já o outro sim pode admirar e perceber os pequenos detalhes.
           
Encontro com os jovens

Momento com as crianças
        Vocação é serviço e partilha! Assim como Maria dirigiu-se apressadamente ao encontro de Isabel a fim de ajudá-la, e juntas proclamaram as maravilhas que o Senhor tinha feito em suas vidas.
             Vocação é o encontro com Deus por meio das pessoas!
E para você o que é vocação?
Vida, Oração, Caridade, Alegria, Comunhão, Amor, Oblação...

Helen Sara, postulante paulina


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Cultura Vocacional, responsabilidade de todos - Raul Soares – MG

Irmãs, postulantes e Pe. José Miguel
Entre os dias 13 e 20 de agosto de 2017 as Irmãs Paulinas Alice Silva, Iracema Leal, Lourdes Silva, Sebastiana Schissel e Silvânia Freire e as jovens em formação Alexsandra Araujo, Jaqueline Silva e Mariana Hable realizaram uma Semana Missionária Vocacional juntamente com o Padre José Miguel, pároco no Santuário São Sebastião, na cidade de Raul Soares – MG.
Visita às famílias
A semana teve como objetivo conscientizar as comunidades do papel e da responsabilidade de todos no processo vocacional, sendo assim, contou com a seguinte programação: visita às escolas, aos idosos, doentes e ao asilo, oração da manhã, leitura orante, círculo bíblico, formação para catequistas, catequizandos e líderes das comunidades, encontro de liturgia, procissão luminosa e gincana bíblica com os jovens e um encontro vocacional.
Dinâmica com os jovens
As irmãs dizem: “Que possamos nos sentir inquietos na descoberta e vivência da nossa vocação, inspirados pela frase do Papa Francisco ‘nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência de amor fraterno”.
Ir. Silvânia e postulante Alexsandra


Texto e fotos: Ir. Silvânia Freire

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Especial Vocações: “Uma opção pelo Amor” - Diocese de Crato - CE

Irmã Maria Sousa de Oliveira, da Congregação das Filhas de Santa Teresa de Jesus, tem treze anos de vida religiosa. Irmã Gizele Barbosa, Filha de São Paulo (Irmãs Paulinas), tem um pouco menos no Convento. Maria dos Remédios simpatiza com as Irmãs Guanellianas e começa a dar os primeiros passos no caminho da “consagração”. O principal argumento que as três utilizam para justificar a escolha, no entanto, é comum: ser sinal de esperança para o mundo, na entrega incondicional a Deus, num serviço de amor ao Evangelho, à Igreja e ao povo.
Nesta entrevista, elas comentam sobre os desafios da vida religiosa, no contexto social e cultural em que vivemos. Confira:
Assessoria de Comunicação: Como é ser freira no mundo atual?
Irmã Maria Sousa: A essência da vida Religiosa está no sentimento do ser pessoa, viver como consagrada, para Deus, no mundo. Isso é difícil dentro dos “agitos” de uma sociedade pós-moderna? Sim e não. Sim, quando buscamos a felicidade fora de nós, desencaixada e desencarnada, quando queremos dar a resposta que o mundo quer, quando nos enchemos dos excessos do consumo, dos prazeres e futilidade impostos pela sociedade. Quem assim quer viver a Vida Religiosa Consagrada terá profundas frustrações. Mas, não é difícil quando descobrimos que o sentido da vida está para além da escolha de vida, que o sentido da escolha está na experiência profunda com Deus, na doação total e no desprendimento de tudo que pesa na bagagem da vida.
Irmã Gizele Barbosa: Se ser mulher no século XXI é um desafio, ser mulher consagrada, ainda mais. Os tempos mudaram. Com certeza, ser freira hoje não é a mesma coisa de 30, 40 anos atrás. No meu caso, posso falar da Vida Religiosa Consagrada Apostólica/Missionária e mais especificamente na ótica do meu Carisma (Comunicação), que tem raízes e natureza docente. Exige de nós muito estudo, preparação (inclusive profissional), fé, coragem. Afinal, a sociedade não aceita mais qualquer discurso sobre fé ou uma vivência religiosa devocional. É necessário uma vivência autêntica daquilo que se acredita. Por isso, as freiras de hoje precisam ser muito místicas, mas também inteligentes, “antenadas” e conscientes de que são chamadas a desempenhar um papel que é só delas, sem deixarem de serem femininas, maternais e próximas de todos (eu disse todos!). Vivemos num mundo fragmentado, individualista, consumista  e “do descartável”. Fazer opção por uma vida casta, pobre o obediente nesse contexto é algo que a muitos surpreende, pois se trata de uma opção cotidiana, que não se sustenta se não for alimentada e alicerçada por motivações sólidas: Jesus, o povo, a missão, a experiência de se sentir amada por Deus e ter no coração a necessidade de retribuir, mas com gratuidade. Por isso, repito: ser freira hoje é fazer uma opção pelo Amor. É um mistério! Deus chama e a gente responde. Agora, quem responde precisa ter presente que egoísmos e mesquinhez não podem se sobressair ao amor. Vivemos juntas e em comunidade para amar e ver esse amor brilhar na missão, nos olhos das pessoas.
Maria dos Remédios: Querer ser freira hoje é normal pra mim, porque, dependendo de qualquer escolha, sempre terá suas dificuldades. A dificuldade apenas muda de nome (risos).
Assessoria de Comunicação: E os desafios da missão?
Irmã Mª Sousa: A missão sempre teve desafios, mas quem escolhe a Vida Religiosa Consagrada escolheu por saber que é Dom e Graça de Deus, ao mesmo tempo em que é “Loucura da Cruz”, caminho de martírio, em duas dimensões, branco e vermelho. Martírio branco, é aquele que você morre um pedacinho a cada dia pelo seu próximo em busca da santidade. Acontece no silêncio do seu coração. O vermelho é aquele do enfretamento de fronteiras, da defesa de grandes causas. Por elas, acabamos doando a vida em derramamento de sangue… Mas, se foi por uma missão abraçada por amor na loucura da Cruz, se morre dizendo: “eu sou feliz”.
Irmã Gizele: Como diria Padre Zezinho, “são muitos os convidados, quase ninguém tem tempo”… Esse continua sendo um desafio. Acredito que, para muitas congregações femininas, encontrar jovens que tenham coragem de deixar todas as outras opções pela opção de seguir Jesus, como Consagrada não é fácil. O próprio contexto de mudanças exige de nós, Consagradas, uma constante atualização no que diz respeito ao compreender o ambiente em que se realiza a missão. A Evangelização nas grandes metrópoles: este é um capítulo que muita gente não quer ler. Deus também está na cidade grande e, para mim, este é um desafio enorme, não somente para a minha congregação, que utiliza os meios de comunicação, mas para toda a Igreja. A mim resta dizer: gosto de desafios, sou uma vocação de uma cidade com 1. 802. 014 habitantes (segundo o último senso). E minha congregação está lá, todos os dias, no meio, no desafio de “fazer-se um”.
Maria dos Remédios: No futuro, dependendo da nossa escolha, decididamente… Apesar de escolher uma profissão, o indivíduo tem que escolher um estado de vida
Assessoria de Comunicação: É feliz na escolha que fez? Por quê?
Irmã Mª Sousa: Sim, porque não é a escolha que me faz feliz, mas o sentido da vida que encontrei nesta escolha.
Irmã Gizele: Se sou feliz? Sim! A felicidade é diferente de satisfação, e sinto que não é pelo fato de me sentir satisfeita que continuo nessa vida, é pelo fato de me encontrar como pessoa. Poderia seguir Jesus de outro jeito? Sim, poderia! Mas viver em comunidade é algo que nem toda vocação tem, e isso me encanta. A “interculturalidade”, o ir e vir em nome de alguém. O abraçar o mundo com os pés no chão. Isso é ser religiosa hoje. Não ter fronteiras… A vida Consagrada não é uma questão de porque, é uma questão de fé. Experimento todos os dias que nada nesse mundo preenche meus vazios do que viver dessa forma. A minha congregação (Irmãs Paulinas) confirma minha vocação quando me acolhe todos os dias em seu seio. No mais, me sinto amada por Deus e quero dar a vida pelo projeto do seu Filho, com a graça do Espírito. E isso basta.
Maria dos Remédios: Nesta experiência que estou, sim, estou feliz.
Assessoria de Comunicação: Que mensagem vocês deixam às (aos) jovens que estão buscando descobrir a vocação?
Irmã Mª Sousa: Para vocês, jovens vocacionados (as), diz Dom Quintino, nosso fundador: “A Vida Religiosa é um Dom, para Igreja. E você, filha (o), é esse Dom”. Existe algo mais belo e encorajador do que saber que você é um dom na construção do Reino de Deus? Então, jovens, venham compartilhar – e partilhar – suas vidas conosco, venham dar um pouco de si, para aqueles que muito precisam de vocês; deixa tua vida ser perfume derramado, para perfumar o mundo.
Irmã Gizele: Queridas jovens, coragem faz um bem enorme pra quem está buscando se encontrar na vocação! Não tenham medo de arriscar, procurem alguém que possa ajudar a discernir e ver o que e pra onde Deus chama, vale a pena! O Espírito Santo é muito criativo e Deus não muda de assunto quando quer dizer alguma coisa. Se me arrependo? Não! Viveria cada dia novamente. Nenhuma vocação se consolida sem sofrimentos e alegrias misturadas. E isso não é contraditório, pois um vocacionado (a) é um ser humano que não se contenta com o comum, mas se dá pelo (hoje), incomum e raro: O AMOR. Coragem! Vale a pena!
Maria dos Remédios: Não tenham medo de avançar, “para águas mais profundas”. Cristo te chama e quer de você uma resposta, pois vocação é Deus chamando e não devemos desistir só porque o mundo olhar torto, com ignorância. Cristo nos chama…
Fonte: site Diocese de Crato - CE

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

#SeguirJesus - Aspirante Cibele

domingo, 27 de agosto de 2017

“A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”

Ir. Sabrina, fsp e comunidade
Nos dias 18, 19 e 20 do mês de Agosto, partimos em missão com a Paróquia Santo Antonio – Manaus, para a Comunidade Tupé, dividida nas comunidades São João, Sant’Ana, Divino Espírito Santo, São José e Nossa Senhora Aparecida.
 Com aproximadamente 30 missionários, fomos divididos entre essas comunidades abraçando a Campanha Missionária 2017 que propõe o tema “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída” com o lema “juntos na missão permanente”.
Momento de oração
Na comunidade do Tatu (Divino Espírito Santo) em que fiquei juntamente com mais 15 missionários, dentre eles nossa vocacionada Darcilene, partilhei junto às pessoas daquela localidade a alegria de ser discípula missionária anunciando Jesus Cristo nas diversas realidades que encontramos.
               Realizamos visitas às famílias ribeirinhas, dando benção nas casas e convidando para a grande celebração a noite onde teríamos Celebração Eucarística e momento de partilha de vida em comunidade.
              No sábado a tarde tive a graça de viver um momento de espiritualidade junto ao povo indígena Tatuyo – Dessana, onde abençoamos as malocas, partilhamos em comunidade, rezamos, cantamos e vivenciamos um momento fraterno como irmãos, que lutam juntos por um mundo mais humano, mais justo e mais fraterno, numa Igreja em saída.
Ir. Sabrina, fsp e comunidade indígena
            No domingo, para concluirmos nossas atividades missionárias, realizamos uma Ação Social, contando com a ajuda de três voluntários profissionais da saúde, que realizaram de forma dinâmica momentos de formação sobre a importância da higienização bucal.
Ação Social junto a comunidade
            Dou graças a Deus pela linda experiência vivida neste final de semana, momento de renovar meu Sim na Vida Religiosa Consagrada, entre as Filhas de São Paulo, sendo canal de luz para estas pessoas que encontramos.

Ir. Sabrina Mosena, fsp



sábado, 26 de agosto de 2017

#DespertarVocacional Bárbara Santana, noviça paulina

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

#VidaRegiosaConsagrada #IrmãsPaulinas


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

#VidaReligiosaConsagrada #IrmãsPaulinas